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Acabei de entregar a recensão para o Ípsilon de "Velhos Diabos", do autor britânico Kingsley Amis - sim, o pai do "outro Amis" -  ele mesmo um (já morto) velho diabo. É um diabo de um romance onde diabos não românticos, fazem diabruras sem parar. Bebem muito, tentam recuperar as sensações de quando eram mais novos, procuram sem resultados visíveis reavivar a libido ( num tempo distante do século passado, mais ou menos uma década antes da comercialização da famosa pílula azul!), atraiçoam uma e outra vez depois de muitas traições, não amam porque já se esqueceram e travam uma feroz batalha entre eles, fingindo que se estão a divertir. É um livro horrivelmente cómico e implacavelmente triste.

Aqui fica um parágrafo:

"Fossem quais fossem as particularidades do seu rosto, ia ter de fazer a barba. Detestava toda aquela tramóia - dentes, barba, cabelo, roupa -  tanto que às vezes sentia que estava a aproximar-se do ponto em que poria tudo isso de parte para passar a andar só de pijama e de roupão durante todo o dia."

Quem rumina assim é Malcolm. E só não passa mesmo a andar sempre de pijama e com a barba por fazer porque Gwen, a mulher, não o deixa - a(h, as mulheres insuportáveis, como livrarmo-nos delas depois de tanto as perseguirmos?);   e porque tem de ir até ao pub, o Bible - neste caso não haveria grande inconveniente porque só lá estarão os velhos (antiquíssimos) amigos. O problema é que Alun chegou. E Alun quer farra, quer mais copos, mais mulheres, mais divertimento. E quer os velhos diabos com ele… 

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