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Para desanimar

03.08.13

 "Quando fores velho, grisalho e cheio de sono" - o poema completo de Yeats, mais abaixo...

 

Umas palavras sobre William Butler Yeats, 13 Junho 1865 – 28 Janeiro 1939,  nacionalista irlandês, Nobel da Literatura, fascistóide mas bom a alinhavar palavras.

Uns dias depois da sua morte, Auden escreveu, na Partisan Review:

"O morto tinha uma mentalidade feudal. Estava sempre pronto para admirar os pobres enquanto estes permanecessem pobres e humildes, aceitando sem protestar o fardo do pequeno bando de patrões literários os quais, sem o seu trabalho não durariam uns escassos cinco minutos."

No entanto…

Em 1937, Pablo Neruda organizou uma conferência de escritores em Madrid, quando a cidade estava cercada por Franco. As inúmeras respostas não se fizeram esperar, escreveu Neruda no seu Diário, "uma delas era de Yeats. Estava demasiado velho para se deslocar a uma cidade sob bombardeamentos constantes mas apoiava a iniciativa". 

O William Butler Yeats - grande poeta e rezingão com mau feitio  - escreveu assim sobre a velhice

 

 

"When You Are Old"

 

WHEN you are old and gray and full of sleep  
  And nodding by the fire, take down this book,  
  And slowly read, and dream of the soft look  
Your eyes had once, and of their shadows deep;  
 
How many loved your moments of glad grace,          5
  And loved your beauty with love false or true;  
  But one man loved the pilgrim soul in you,  
And loved the sorrows of your changing face.  
 
And bending down beside the glowing bars,  
  Murmur, a little sadly, how love fled   10
  And paced upon the mountains overhead,  
And hid his face amid a crowd of stars.

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1 comentário

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De Anónimo a 03.08.2013 às 23:54

W.B. YEATS, deves saber que é um dos meus eleitos. E do que eu conheço da obra dele - conheço bastante, mas como já estou a caminhar mais para lá do que para cá, aliás condição essencial para adorar este blogue - não o posso recitar nem dizer nada de cabeça porque nunca me lembro. Faria muito boa figura se dissesse, de cor, muitos poemas de Yeats, mas sou, absolutamente, incompetente. Não sei uma única linha. Sei só que o adoro. E também adoro a sua zona mais sombria e também muito mística.
"Uma Visão" bem a revela.

Que grande ideia tiveste ao falar nele.

Cristina Carvalho

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