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Muita gente a conhece mas é altura de a mencionar, de novo. 

 

A modelo inglesa nunca fez uma plástica nem usou botox -" são venenos, afirma, e um gasto de dinheiro inútil". A sua boa forma deve-se, segundo ela ao Ioga, a uma boa alimentação e a bons genes. A longa cabeleira rebelde prateada é a sua imagem de marca. "O meu cabelo começou a embranquecer quando eu tinha 40 e tal anos; não estive para o pintar e deixei-o crescer", esclarece, ao mesmo tempo que diz, bem humorada, que prefere usar roupa que lhe tape os braços - "fico melhor deitada, vêm-se menos as peles". No entanto, não hesitou em usar o corpete de Jean Paul Gaultier que Madona usou no Blond Ambition Tour em 1990, para um evento filantrópico. 

 

 

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O melhor marido que uma mulher pode encontrar é um arqueólogo. Quanto mais velha ela é, mais interessante se torna para ele.

Agatha Christie

 

Agatha Christie foi uma das mais extravagantes e talentosas autoras inglesas. Deixou a sua marca profunda num género literário - o chamado "policial" - tal como, na América, aconteceu com Dashiel Hammet, por exemplo. Agatha Mary Clarissa Christie foi uma jovem impulsiva, com um casamento atribulado com o Archibald Christie, piloto do Corpo Real de Aviadores que, mais tarde,  só lhe trouxe desgostos. A escrita foi a sua grande companheira, a actividade que lhe deu alegria, fama e proveito. O seu gosto pelo crime, pelas charadas, pelos complexos "puzzles", pela dedução inteligente -  uma herança vitoriana que teve como expoente máximo Conan Doyle e , que na sua obra se concretizou na figura de Hercule Poirot . Agatha viajou por todo o mundo e tinha especial interesse pelo Médio Oriente onde conheceu o segundo marido, Max Mallowan. A citação aqui publicada - a escritora tinha um fantástico sentido de humor - refere-se ao facto de Max ter sido 14 anos mais novo. Agatha Christie viveu os seus 86 anos muito bem vividos.

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Imagens

03.08.13

No Bali, usam-se flores nos cabelos. Já tenho andado por essas bandas e vi sempre gente muito bonita. Como esta senhora da fotografia. Cresci e vivi em lugares onde a velhice não era - e não é - considerada como um estigma. Lembro-me que, uma das últimas vezes que fui a Maputo almoçámos, como fazíamos muitas vezes, no Costa do Sol, um restaurante onde o Tio Xico trabalhou toda a vida. O Tio Xico era um belo negro, nessa altura já muito velho, cabeça toda branca, olhos aguados e piscos, um sorriso firme. Não tinha deixado de trabalhar porque não quis e ninguém o punha na rua só por causa (do pormenor) da idade avançada. Ele gostava de ali estar e, por isso, ali estava. O Tio Xico agarrava numa bandeja - imaginem, com um prato com pães, ou com uma taça com camarões ou com uma cerveja daquelas boas, de Moçambique e lá ía ele, sala fora. Os pés não saíam do chão e demorava uns bons quinze minutos para atravessar o espaço até a uma mesa. Gostava de o olhar, de observar a dignidade e o aprumo do seu porte. Ninguém comentava ou fazia graças, toda a gente respeitava o Tio Xico que até tinha uns frascos de piripiri com a sua fotografia e o seu nome para vender. Um piripiri maravilhoso que nos fazia ir ao céu e voltar. O Tio Xico já morreu. Morreu a fazer o que gostava: com o seu traje impecável, de roda das mesas pejadas de bom marisco, entre os risos e a música, de frente para o mar.

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Para desanimar

03.08.13

 "Quando fores velho, grisalho e cheio de sono" - o poema completo de Yeats, mais abaixo...

 

Umas palavras sobre William Butler Yeats, 13 Junho 1865 – 28 Janeiro 1939,  nacionalista irlandês, Nobel da Literatura, fascistóide mas bom a alinhavar palavras.

Uns dias depois da sua morte, Auden escreveu, na Partisan Review:

"O morto tinha uma mentalidade feudal. Estava sempre pronto para admirar os pobres enquanto estes permanecessem pobres e humildes, aceitando sem protestar o fardo do pequeno bando de patrões literários os quais, sem o seu trabalho não durariam uns escassos cinco minutos."

No entanto…

Em 1937, Pablo Neruda organizou uma conferência de escritores em Madrid, quando a cidade estava cercada por Franco. As inúmeras respostas não se fizeram esperar, escreveu Neruda no seu Diário, "uma delas era de Yeats. Estava demasiado velho para se deslocar a uma cidade sob bombardeamentos constantes mas apoiava a iniciativa". 

O William Butler Yeats - grande poeta e rezingão com mau feitio  - escreveu assim sobre a velhice

 

 

"When You Are Old"

 

WHEN you are old and gray and full of sleep 
  And nodding by the fire, take down this book, 
  And slowly read, and dream of the soft look 
Your eyes had once, and of their shadows deep; 
 
How many loved your moments of glad grace,         5
  And loved your beauty with love false or true; 
  But one man loved the pilgrim soul in you, 
And loved the sorrows of your changing face. 
 
And bending down beside the glowing bars, 
  Murmur, a little sadly, how love fled  10
  And paced upon the mountains overhead, 
And hid his face amid a crowd of stars.

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Início

03.08.13

 

 

Este é o meu novo projecto, o que ocupa, por agora, a minha volúvel cabeça.

"Não há nada melhor do que envelhecer com sabedoria e brio", dizem-me.

Pois eu respondo: grande patacoada. Não concordo.

Não há nada melhor do que ser-se novíssimo(a), pronto(a) a estrear.

Envelhecer é um incómodo. É uma aberração. É uma subjugação às estuporadas leis da Natureza.

Em cada dia que passa sinto tudo isto como uma ferroada. Principalmente desde que, "politicamente", a idade se tornou um fardo para os países, estados, empresas, etc., e os velhos e velhas uma praga, um peso, uma calamidade, uma blasfémia, um ónus para os belos e belas jovens que estão convencidos que vão ficar como estão, para sempre, se tiverem sorte de não morrerem entretanto.

É claro que os ditos "jovens" são uma praga, um peso, uma calamidade – a maior parte deles vive à nossa custa – acham-se com direito a tudo sem terem feito nada, olham-nos por cima da burra e estão convencidos que foram eles que inventaram as bebedeiras de cerveja rasca, as discotecas, o vomitar nos cantos, a música aos berros, o sexo às escondidas, os festivais de música, os segredos no computador, as roupas justas, as fugas de casa, a má criação, etc. e tal.

O mais desagradável é que não há nada a fazer contra a marcha de bota cardada e pesadona da senescência.

Para todos os que estão, como eu, numa idade decrépita, este é o vosso blogue. Pela minha parte, e apesar de velha, ainda me apetece fazer muita coisa.

Vou publicar aqui o que me interessa sobre o envelhecimento. E, já agora, escrevam umas coisas, digam de vossa justiça e discutam comigo. Já que estamos todos a caminho da segunda infância, façamos como os miúdos – sejamos livres, inconsequentes, irracionais, malucos (as), sábias (os).

Aqui vos espero.

 

NOTA: Estava para chamar a este blogue qualquer coisa como "O Marshmallow Mais Esturricado". Lembrei-me do sucesso de uma simpática jovem, que não conheço, e que criou um blogue intitulado A Pipoca Mais Doce onde fala da alegria de ser jovem, mãe, gira, elegante, muito fofa, super saltitante e outras coisas boas da juventude. Ora se há tanto público para este "nicho" porque não haverá para nós, mais velhos e curtidos pelo tempo, com tanta história para partilhar?

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