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03.08.13

 

 

Este é o meu novo projecto, o que ocupa, por agora, a minha volúvel cabeça.

"Não há nada melhor do que envelhecer com sabedoria e brio", dizem-me.

Pois eu respondo: grande patacoada. Não concordo.

Não há nada melhor do que ser-se novíssimo(a), pronto(a) a estrear.

Envelhecer é um incómodo. É uma aberração. É uma subjugação às estuporadas leis da Natureza.

Em cada dia que passa sinto tudo isto como uma ferroada. Principalmente desde que, "politicamente", a idade se tornou um fardo para os países, estados, empresas, etc., e os velhos e velhas uma praga, um peso, uma calamidade, uma blasfémia, um ónus para os belos e belas jovens que estão convencidos que vão ficar como estão, para sempre, se tiverem sorte de não morrerem entretanto.

É claro que os ditos "jovens" são uma praga, um peso, uma calamidade – a maior parte deles vive à nossa custa – acham-se com direito a tudo sem terem feito nada, olham-nos por cima da burra e estão convencidos que foram eles que inventaram as bebedeiras de cerveja rasca, as discotecas, o vomitar nos cantos, a música aos berros, o sexo às escondidas, os festivais de música, os segredos no computador, as roupas justas, as fugas de casa, a má criação, etc. e tal.

O mais desagradável é que não há nada a fazer contra a marcha de bota cardada e pesadona da senescência.

Para todos os que estão, como eu, numa idade decrépita, este é o vosso blogue. Pela minha parte, e apesar de velha, ainda me apetece fazer muita coisa.

Vou publicar aqui o que me interessa sobre o envelhecimento. E, já agora, escrevam umas coisas, digam de vossa justiça e discutam comigo. Já que estamos todos a caminho da segunda infância, façamos como os miúdos – sejamos livres, inconsequentes, irracionais, malucos (as), sábias (os).

Aqui vos espero.

 

NOTA: Estava para chamar a este blogue qualquer coisa como "O Marshmallow Mais Esturricado". Lembrei-me do sucesso de uma simpática jovem, que não conheço, e que criou um blogue intitulado A Pipoca Mais Doce onde fala da alegria de ser jovem, mãe, gira, elegante, muito fofa, super saltitante e outras coisas boas da juventude. Ora se há tanto público para este "nicho" porque não haverá para nós, mais velhos e curtidos pelo tempo, com tanta história para partilhar?

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